PHDA em mulheres adultas: os sinais que ninguém te ensinou a reconhecer
Por Maria Laranjo, Psicóloga Clínica · OPP 27755
Durante décadas, a PHDA foi descrita como "o problema dos rapazes irrequietos". O resultado? Gerações de mulheres chegaram à idade adulta sem diagnóstico — e com uma vida inteira de explicações erradas para o que sentiam.
Porque é que a PHDA nas mulheres passa despercebida?
A PHDA apresenta-se de forma diferente consoante o género. As mulheres tendem a ter um perfil mais internalizante — menos hiperatividade visível, mais desatenção, ruminação e desregulação emocional. São frequentemente rotuladas de "sonhadoras", "sensíveis demais" ou "desorganizadas" — quando na verdade o que está em causa é neurológico, não de carácter.
A isto acresce o facto de muitas mulheres desenvolverem estratégias de compensação muito eficazes — o chamado masking. Fazem listas, chegam cedo, pedem desculpa antes de errar. Por fora, parece funcionar. Por dentro, é exaustivo.
Os sinais mais comuns (e menos conhecidos)
O que fazer com esta informação?
Reconheceres-te nestes sinais não é um diagnóstico — é um ponto de partida. O diagnóstico de PHDA no adulto é um processo clínico que envolve avaliação psicológica especializada, história de desenvolvimento e, frequentemente, instrumentos de avaliação específicos.
O que posso dizer é que, para muitas pessoas, perceber que têm PHDA é simultaneamente libertador e complexo. Libertador porque finalmente há um nome, uma explicação. Complexo porque implica reescrever narrativas de anos — o "és preguiçosa", o "podias fazer mais", o "tens tanto potencial, mas...".
"A PHDA não é uma falha de carácter. É uma forma diferente de o cérebro funcionar — com desafios reais, mas também com forças que muitas vezes passam despercebidas."
Se te identificaste com o que leste e queres perceber mais, estou disponível para uma consulta de avaliação. O processo começa com uma conversa — sem compromissos, sem julgamentos.
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